Sou Samuel Carvalho, empresário do transporte escolar em Senador Canedo, Goiás, e fundador da Viação Carvalho. Minha história é construída no trabalho. Comecei pequeno, enfrentando as dificuldades de quem empreende no Brasil, e aprendi desde cedo que resultado vem de disciplina, responsabilidade e compromisso com as pessoas.
Hoje lidero uma empresa que transforma ônibus que seriam descartados em veículos seguros e prontos para rodar novamente. Mais do que uma escolha econômica, isso é uma decisão de responsabilidade: reduzir desperdício, valorizar recursos e manter a segurança como prioridade absoluta.
Acredito em três princípios que guiam minha trajetória:
Propor lei que obrigue a publicação de dados reais sobre o funcionamento das salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais: quantas têm sala ativa, quantos alunos são atendidos, qual a carga horária praticada versus a prevista e qual a qualificação dos profissionais. Hoje esses dados existem de forma fragmentada — nenhum pai consegue saber se a escola do filho cumpre o que a lei determina.
Estabelecer por lei estadual que as redes de ensino incluam formação prática em neurodiversidade nos programas de capacitação docente: como identificar sinais de TDAH e autismo, como adaptar a metodologia de ensino, como se comunicar com as famílias. Não se trata de criar algo novo — trata-se de exigir que o que já deveria existir funcione de verdade e com qualidade.
A Lei nº 12.764/2012 garante direitos às pessoas com TEA, incluindo acompanhante terapêutico quando necessário. Usar o mandato para monitorar, escola por escola, se essa lei está sendo cumprida na rede estadual. Legislar já foi feito. O que falta é alguém que cobre a implementação com dados e persistência.
Realizar audiências com pais, professores e estudantes neurodivergentes nas comunidades onde o problema acontece. Samuel como mediador neurodivergente muda a qualidade do diálogo: os pais falam diferente com alguém que viveu o que o filho vive. Essas escutas alimentarão novas propostas legislativas com dados reais, não suposições.
A partir de 2027, acompanhar e questionar cada decisão da Assembleia Legislativa de Goiás que altere a legislação do ICMS durante o período de transição — garantindo que nenhum aumento de alíquota ou mudança de regra passe sem debate público e sem análise de impacto sobre os empreendedores goianos, especialmente os pequenos e médios.
Propor que Goiás revise e simplifique as obrigações acessórias estaduais — declarações, certidões, cadastros — que pesam desproporcionalmente sobre micro e pequenos empresários. Não é sobre reduzir imposto; é sobre reduzir o tempo e o custo de cumprir a burocracia.
Estabelecer por lei que processos administrativos estaduais que afetam empresas — como licenciamentos, cadastros e habilitações — tenham prazos definidos, cumpridos e públicos. Empreendedor não pode planejar o negócio sem saber quando o Estado vai responder.
Já na campanha, ouvir empresários de Senador Canedo e de outros municípios goianos para mapear os gargalos reais do ambiente de negócios. No mandato, transformar essas demandas em propostas legislativas concretas. O deputado precisa ser uma ponte entre quem produz e quem legisla — não um monólogo distante da realidade econômica do estado.
Propor legislação que obrigue a publicação periódica, em formato aberto e acessível, do ciclo completo de bens públicos: aquisição, estado de conservação, manutenção realizada e destinação final. Qualquer cidadão deve poder saber o que o Estado comprou, por quanto, quando a última manutenção foi feita e onde o bem está hoje.
Propor que contratos de prestação de serviços ao Estado — transporte, limpeza, manutenção, tecnologia — incluam obrigatoriamente indicadores de desempenho mensuráveis, com publicação dos resultados. Pagar por serviço sem medir se ele foi entregue é o modelo atual. Isso precisa mudar.
Estruturar o mandato para operar com base em dados: portais de transparência, execução orçamentária, Censo Escolar, contratos publicados. A fiscalização parlamentar não pode depender de denúncia — tem que ser sistemática, periódica e pública. Samuel vai publicar relatórios regulares para que a população acompanhe.
Estabelecer diretrizes para que órgãos públicos estaduais priorizem manutenção e recondicionamento de equipamentos antes de adquirir novos — com obrigatoriedade de justificativa técnica documentada para qualquer substituição. Equipamento que funciona, mas é descartado para compra de novo, é desperdício de dinheiro público.